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Métodos de tratamento da água para consumo humano

Atualizado: 17 de Set de 2018

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criança saciando a sede no Senegal

Entre a metade e o final do século XIX, os cientistas ganharam um melhor entendimento sobre as origens e os efeitos da ingestão dos contaminantes da água, especialmente aqueles que não eram visíveis a olho nu. No século XIX, Louis Pasteur demonstrou a teoria do germe da doença, que explicou como os micro-organismos podiam transmitir doenças através de meios como a água. No final do século XIX e início do século XX, as preocupações sobre a qualidade da água para consumo humano continuaram a concentrar-se, em grande parte, nas doenças causadas por micróbios conhecidos como bactérias patogênicas em locais públicos de fornecimento de água.

O grau e o tipo de tratamento dependem da fonte de água, bem como do propósito para que a água irá ser utilizada. Geralmente, a água encontrada à superfície é tratada convencionalmente para a tornar adequada para o consumo humano e também para o consumo industrial. A água proveniente do subsolo em regra geral pode ser ingerida, mas deve ser tratada no caso do uso industrial, para remoção da dureza da água.


Porque temos de tratar a água

O tratamento da água para consumo humano é exigido por um número diverso de razões.

O tratamento da água para consumo humano é exigido por um número diverso de razões, nas quais se incluem:

  • Para prevenir que microrganismos patogênicos causem doenças.

  • Para controlar o sabor desagradável e o aparecimento de partículas.

  • Para remover a cor excessiva da água e a turvação.

  • Para extrair os químicos e minerais dissolvidos.


Métodos de tratamento de água

Apesar da existência de uma vasta panóplia de processos tecnológicos para a produção de água para consumo humano, no que toca aos outros usos, os princípios gerais de purificação, são aproximadamente os mesmos. Estes princípios proporcionam a seguinte lista de procedimentos primários a serem realizados:

  • Remoção de contaminantes heterogêneos da água, por sedimentação ou coagulação e sedimentação, filtração, e, flutuação. Como resultado de tal tratamento, os índices de turvação e cor da água são reduzidos.

  • Eliminação de mistura de bactérias patogênicas e prevenção da sua reprodução (desinfecção de água) por, cloração, iodação, ozonização, prateamento, radiação electromagnética e electroquímica, entre outros métodos.

  • Ajustamento da composição da água em misturas dissolvidas. Esta fase pode incluir uma grande diversidade de processos tecnológicos, dependendo da composição e qualidade da água inicial. Primeiramente, isto inclui a eliminação do odor, sabor, e vestígios de poluentes tóxicos da água, através de métodos como aeração e desgaseificação, oxidação, absorção, e remoção de ferro, manganês, silício, e fluoretos da água. A fase final do tratamento da água pode incluir fluoração e amolecimento da água (remoção da dureza). Numa região com falta de água doce, mas com disponibilidade de recursos de água salobra e salgada, pode também ser necessário levar a cabo o processo de dessalinização da água.

  • Tratamento da água específico, por exemplo, através do método de radiação, assim como a sua purificação no que toca a contaminantes específicos, incluindo problemas radioativos, ou particularmente, químicos altamente tóxicos.

Os processos e as tecnologias utilizadas para remover os contaminantes da água, e para melhorar a sua qualidade, são reconhecidos em todo o mundo. A escolha sobre qual o tratamento a usar, com uma grande variedade de processos disponíveis, depende das características da água, o tipo de problemas na qualidade de água que estão presentes, e os custos dos diferentes tratamentos. Existem diferentes métodos de tratamento da água, a solução sobre qual utilizar, depende do tipo de fonte, e do objetivo de utilização da água.


Processos de tratamento de água

A necessidade de alguns, ou todos estes tratamentos depende somente da qualidade da água disponível.

Foi sublinhado anteriormente que todas as técnicas acima mencionadas podem, ou não, ser utilizadas para tratar a natureza particular da água. A necessidade de alguns, ou todos estes tratamentos depende somente da qualidade da água disponível. Antes de se descrever estas técnicas em detalhe, permita-nos resumir as funções que cada uma destas técnicas tem no que toca à purificação da água.

  • Triagem – A maioria dos objectos grandes e visíveis, tais como árvores, galhos, paus, vegetação, peixes, vida animal etc., presentes na água á superfície, podem ser removidos através de operações de seleção e triagem. Este processo é chamado triagem.

  • Sedimentação simples – O material suspenso de maior grossura pode depois ser removido ao deixar a água repousar em bacias de sedimentação. Este processo é chamado de sedimentação simples.

  • Coagulação e floculação – A eficácia da sedimentação poderá no entanto, ser aumentada pela mistura de determinados químicos com a água para formar precipitados floculentos, que carregam as partículas em suspensão logo que se instala. O processo é denominado coagulação química.

  • Desinfecção – À água filtrada que ainda pode conter bactérias patogênicas é depois feito um tratamento da água à prova de bactérias que consiste na adição de certos químicos como o cloro, entre outros. Este processo que visa matar os germes, é chamado de desinfecção.

  • Filtração – Quanto às partículas mais finas em suspensão, o que pode evitar o repouso em bacias de sedimentação mesmo após o uso da coagulação química, podem depois ser removidas pela filtração da água através de filtros. Este processo é chamado de filtração.

  • Absorção – A água resultante, apesar de agora ser segura, pode ainda não ser atrativa para a língua dos consumidores. Gostos desagradáveis e odores, podem então ter que ser removidos com a adição de certos compostos químicos como o carvão ativado. Este processo é chamado de absorção.

  • Amolecimento – A água resultante pode ser por vezes muito mais dura do que o nível permitido, e pode além disso, ter que ser amolecida através de um processo chamado de amolecimento.

  • Fluoração – Por vezes, à água resultante pode ainda ser dado mais tratamento, tal como a fluoração (em outras palavras, a adição de fluor solúvel para controlar as cáries dentais)

  • Calagem – adição de cal de forma a controlar a acidez e reduzir a ação corrosiva

  • Recarbonização – Adição de dióxido de carbono para prevenir o depósito de carbonato de cálcio

  • Dessalinização – Remoção de sal excessivo, caso esteja presente.

  • Aeração, entre outros

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